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Alteração de expressão - Consulte também: Lei n.º 27/2024
1. Compete à Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude, adiante designada por DSEDJ, exercer a inspecção escolar, que tem como objectivo supervisionar e avaliar a qualidade pedagógica do sistema de ensino não superior.
2. A inspecção escolar desenvolve-se junto dos organismos dependentes da DSEDJ e das instituições educativas particulares, confinando-se à análise e julgamento de carácter pedagógico, técnico-jurídico e administrativo-financeiro das questões ou situações que lhe caibam em apreciação, nos termos da Lei n.º 9/2006 (Lei de Bases do Sistema Educativo Não Superior).
3. A actividade inspectiva é exercida por inspectores-escolares, na dependência e sob orientação do director da DSEDJ.
Compete aos inspectores-escolares, em geral:
a) Assegurar as acções de inspecção necessárias à avaliação da qualidade pedagógica e técnica, bem como à supervisão da eficiência administrativo-financeira dos organismos dependentes da DSEDJ e instituições educativas particulares;
b) Instruir processos de natureza disciplinar, no âmbito do sistema educativo;
c) Colaborar na avaliação global do sistema educativo.
Compete aos inspectores-escolares, em particular:
a) Acompanhar o funcionamento dos organismos dependentes da DSEDJ e das instituições educativas particulares, com vista a uma gradual melhoria dos procedimentos, métodos e técnicas de ensino e de gestão administrativa e financeira;
b) Acompanhar, em colaboração com os órgãos pedagógicos dos organismos dependentes da DSEDJ e das instituições educativas particulares, a actuação pedagógica do pessoal docente e apoiar os respectivos órgãos de gestão e de administração;
c) Verificar o cumprimento, por parte das instituições educativas, das normas legais que lhes são aplicáveis;
d) Prestar o apoio técnico e informativo que se revele necessário à correcção e superação de deficiências e anomalias pontuais;
e) Elaborar relatórios decorrentes da actividade desenvolvida nas instituições educativas, no âmbito pedagógico e administrativo-financeiro, e dar conhecimento dos mesmos ao director da DSEDJ, com vista à adopção de medidas adequadas;
f) Fomentar acções de aperfeiçoamento conducentes à melhoria do desempenho técnico e à superação das dificuldades encontradas.
1. A actuação da inspecção escolar decorre, em regra, de:
a) Orientações e projectos da Administração;
b) Solicitação das instituições educativas e ou da comunidade educativa.
2. Outras normas de funcionamento julgadas necessárias ao exercício das competências da actividade inspectiva são fixadas por despacho do Chefe do Executivo.
Os responsáveis das instituições educativas devem prestar toda a colaboração necessária ao exercício das competências atribuídas aos inspectores-escolares.
A actividade inspectiva é coordenada por um dos inspectores-escolares, designado pelo director da DSEDJ.
Podem desempenhar cargos de inspector-escolar:
a) Docentes do quadro ou com habilitação própria, com, pelo menos, cinco anos, de exercício de funções docentes, três dos quais prestados na Região Administrativa Especial de Macau;
b) Técnicos superiores com especial qualificação nas áreas administrativa, financeira, jurídica, ou das ciências de educação com, pelo menos, cinco anos de exercício de funções na respectiva carreira, três dos quais prestados na Região Administrativa Especial de Macau.
1. Os inspectores-escolares são nomeados em regime de comissão de serviço, renovável, por despacho do Chefe do Executivo, sob proposta do director da DSEDJ.
2. O cargo de inspector-escolar é equiparado, para efeitos de remuneração, a chefe de sector.
Os inspectores-escolares não podem ser proprietários, co-proprietários ou detentores de participação social em instituições educativas.
1. Os inspectores-escolares estão isentos de horário de trabalho, não lhes sendo por isso devida qualquer remuneração por trabalho prestado fora do horário normal.
2. A isenção referida no número anterior abrange a obrigatoriedade de, a qualquer momento, comparecerem ao serviço quando chamados, e não dispensa a observância do dever geral de assiduidade nem o cumprimento da duração normal de trabalho.
O tempo de serviço em funções inspectivas conta para todos os efeitos legais, designadamente, como tempo de serviço prestado no cargo ou lugar de origem.
* Não está em vigor - Consulte também: Lei n.º 27/2024
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