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Diploma:

Decreto-Lei n.º 54/97/M

BO N.º:

47/1997

Publicado em:

1997.11.28

Página:

1613

  • Aprova a orgânica dos serviços dos registos e do notariado e o estatuto dos respectivos funcionários. — Revogações.

Versão Chinesa

Revogação
parcial
:
  • Regulamento Administrativo n.º 22/2002 - Aprova a orgânica dos serviços dos registos e do notariado — Revogações.
  • Alterações :
  • Decreto-Lei n.º 68/99/M - Dá nova redacção aos artigos 6.º e 42.º do Decreto-Lei n.º 54/97/M, de 28 de Novembro.
  • Lei n.º 14/2009 - Regime das carreiras dos trabalhadores dos serviços públicos.
  • Diplomas
    revogados
    :
  • Decreto-Lei n.º 105/84/M - Aprova a lei orgânica dos serviços dos registos e do notariado. — Revoga os artigos 50.º a 53.º da Lei n.º 7/81/M, de 7 de Julho, e os Decretos-Leis n.os. 7/83/M e 8/83/M, de 29 de Janeiro.
  • Decreto-Lei n.º 18/93/M - Determina a não aplicação dos limites de horas de trabalho extrordinário aos ajudantes e escriturários das conservatórias e cartórios notariais.
  • Despacho n.º 2/SAJ/92 - Designa o director da Conservatória do Registo Predial e define as regras de atribuição da sua direcção e respectiva substituição.
  • Decreto-Lei n.º 16/87/M - Dá nova redacção aos artigos 2.º, 3.º, 4.º, 5.º e 37.º, do Decreto-Lei n.º 105/84/M, de 8 de Setembro, que aprovou a Lei Orgânica dos Serviços dos Registos e Notariado.
  • Decreto-Lei n.º 49/95/M - Regula o estatuto de adjunto de conservador e notário público.
  • Decreto-Lei n.º 86/89/M - Estabelece o regime geral e especial das carreiras da Administração Pública de Macau. — Revogações.
  • Lei n.º 1/92/M - Adopta medidas referentes à orgânica das Secretarias Judiciais e do Tribunal Administrativo, das Conservatórias e dos Cartórios Notariais e define o regime das carreiras dos funcionários dos Tribunais, dos Registos e do Notariado. — Revoga diversos artigos do Decreto-Lei n.º 105/84/M, de 8 de Setembro, e o artigo 9.º, n.º 2, do Decreto-Lei n.º 39/87/M, de 22 de Julho.
  • Portaria n.º 25/88/M - Aumenta o quadro de pessoal do Cartório Notarial das Ilhas.
  • Portaria n.º 68/90/M - Substitui o mapa do quadro de pessoal das Conservatórias do Registo de Nascimentos, do Registo de Casamentos e Óbitos, do Registo Predial de Macau, dos Registos Comercial e Automóvel e dos Primeiro e Segundo Cartórios Notariais de Macau e Cartório Notarial das Ilhas.
  • Portaria n.º 21/92/M - Introduz alterações à orgânica e ao quadro de pessoal da Conservatória do Registo Predial.
  • Portaria n.º 60/92/M - Fixa o número de lugares de escriturário do quadro de oficiais da Conservatória do Registo Predial.
  • Portaria n.º 308/93/M - Altera os contigentes dos quadros orgânicos das conservatórias e cartórios do Território.
  • Decreto-Lei n.º 49/95/M - Regula o estatuto de adjunto de conservador e notário público.
  • Diplomas
    relacionados
    :
  • Lei n.º 7/97/M - Define as bases do regime dos cargos, das carreiras e dos estatutos remuneratórios de funcionário de justiça e de oficial dos registos e notariado.
  • Decreto-Lei n.º 52/97/M - Altera a orgânica das secretarias dos tribunais e do Ministério Público. Revogações.
  • Decreto-Lei n.º 53/97/M - Aprova o estatuto dos funcionários de justiça. — Revogações.
  • Despacho n.º 96/GM/97 - Determina que toda a prestação de trabalho fora do horário normal de funcionamento das secretarias, conservatórias e cartórios notariais por parte dos oficiais de justiça e dos oficiais dos registos e notariado é exclusivamente retribuída através de um acréscimo mensal de remuneração, expresso numa percentagem do vencimento do funcionário. Revoga o Despacho n.º 100/GM/96, publicado em 30 de Dezembro.
  • Despacho n.º 16/GM/98 - Aprova o regulamento do estágio para ingresso na carreira de conservador e notário.
  • Portaria n.º 10/99/M - Regulamenta as inspecções às conservatórias, cartórios notariais e notários privados.
  • Decreto-Lei n.º 62/99/M - Aprova o Código do Notariado.
  • Decreto-Lei n.º 66/99/M - Aprova o Estatuto dos Notários Privados. — Revogações.
  • Regulamento Administrativo n.º 19/2000 - Respeitante à Organização e Funcionamento do Gabinete do Presidente do Tribunal da Última Instância.
  • Edições
    relacionadas
    :
  • Código dos Registos e Notariado [versão portuguesa]
  • Código dos Registos e Notariado [versão chinesa]
  • Formação Jurídica e Judiciária - Legislação - (2.ª Edição)
  • Categorias
    relacionadas
    :
  • REGISTOS E NOTARIADO - FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE CONSERVADORES E NOTÁRIOS PÚBLICOS - FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE OFICIAIS DO REGISTO E NOTARIADO - DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE ASSUNTOS DE JUSTIÇA -
  • Notas em LegisMac

    Versão PDF Bilingue

    Decreto-Lei n.º 54/97/M

    de 28 de Novembro

    Orgânica dos serviços dos registos e do notariado e estatuto dos respectivos funcionários

    Fazendo parte integrante da legislação complementar à Lei n.º 7/97/M, de 4 de Agosto, o presente diploma contém, de uma forma unificada e sistematizada, a regulamentação da orgânica dos serviços dos registos e do notariado e do estatuto dos respectivos funcionários. Parte importante dos seus dispositivos destina-se a enquadrar as inovações introduzidas por aquela lei, designadamente no que respeita aos métodos de selecção para acesso e à reformulação da carreira de oficial dos registos e notariado, à valorização remuneratória da respectiva categoria de ingresso e à forma de retribuição do trabalho prestado fora do horário normal de funcionamento dos serviços, bem como às regras de recrutamento transitório para categorias de acesso na carreira com o objectivo de permitir concretizar a localização de quadros nesta área.

    Para além dessas profundas alterações, outras são também merecedoras de referência. É o caso da distribuição territorial da competência da Conservatória do Registo Predial pelas três secções por que passa a ser composta. É igualmente uma nova regulamentação do ingresso na carreira de conservador e notário através de estágio que confira garantias adequadas de qualidade aos futuros conservadores e notários, em substituição dos actuais adjuntos. É ainda a previsão expressa de inspecções aos serviços e da sua utilização para efeitos de classificação dos conservadores, notários e oficiais. É finalmente a injunção dada pelo legislador no sentido de que a matéria da impugnação das decisões dos conservadores e notários passe a ser regulamentada nas leis respectivas.

    Nestes termos;

    Ouvido o Conselho Consultivo;

    No desenvolvimento do regime jurídico estabelecido pela Lei n.º 7/97/M, de 4 de Agosto, e nos termos do n.º 1 do artigo 13.º do Estatuto Orgânico de Macau, o Governador decreta, para valer como lei no território de Macau, o seguinte:

    CAPÍTULO I

    Organização e competências dos serviços

    Artigo 1.º *

    (Serviços dos registos e do notariado)

    Os serviços dos registos e do notariado compreendem as seguintes conservatórias e cartórios notariais:

    a) Conservatória do Registo de Nascimentos;

    b) Conservatória do Registo de Casamentos e Óbitos;

    c) Conservatória do Registo Predial;

    d) Conservatória dos Registos Comercial e Automóvel;

    e) Primeiro Cartório Notarial;

    f) Segundo Cartório Notarial;

    g) Cartório Notarial das Ilhas.

    * Revogado - Consulte também: Regulamento Administrativo n.º 22/2002

    Artigo 2.º *

    (Jurisdição e funcionamento por secções)

    1. Cada um dos serviços dos registos e do notariado tem jurisdição sobre todo o território de Macau.

    2. A Conservatória do Registo Predial compreende três secções com a competência territorial definida no mapa I anexo ao presente diploma.

    * Revogado - Consulte também: Regulamento Administrativo n.º 22/2002

    Artigo 3.º *

    (Competências dos serviços)

    1. As competências dos serviços dos registos e do notariado são as definidas na lei.

    2. As competências da Conservatória do Registo de Nascimentos e da Conservatória do Registo de Casamentos e Óbitos são as definidas no mapa II anexo ao presente diploma.

    * Revogado - Consulte também: Regulamento Administrativo n.º 22/2002

    CAPÍTULO II

    Funcionamento dos serviços

    Artigo 4.º *

    (Horário de funcionamento)

    1. O horário normal de funcionamento das conservatórias e cartórios notariais é o dos restantes serviços públicos, com as modificações constantes dos números seguintes.

    2. As conservatórias e cartórios notariais encerram ao público meia hora antes do termo do horário diário.

    3. A realização de actos de serviço fora das conservatórias e cartórios notariais, durante o horário normal, apenas pode ter lugar:

    a) A solicitação fundamentada dos interessados;

    b) Quando se trate de acto de comprovada urgência e as partes não possam fazer-se representar por procuração;

    c) Para a celebração de casamentos.

    4. Fora do horário normal e aos sábados, domingos e feriados, os interessados podem solicitar a comparência de notário para lavrar testamentos ou outros actos de carácter urgente, bem como a de conservador para celebração de casamentos urgentes.

    5. Aos sábados, domingos e feriados, é destacado para junto do estabelecimento hospitalar designado pelos Serviços de Saúde de Macau um funcionário da conservatória competente para, das 10 às 12 horas, receber e reduzir a auto as declarações de óbito e emitir os correspondentes boletins.

    * Revogado - Consulte também: Regulamento Administrativo n.º 22/2002

    Artigo 5.º *

    (Direcção dos serviços)

    1. As conservatórias e cartórios notariais são dirigidos pelo respectivo conservador ou notário.

    2. Nas conservatórias que funcionem por secções, a direcção incumbe, por períodos de um ano, ao conservador do respectivo quadro designado pelo director dos Serviços de Justiça, ouvido o Conselho dos Registos e Notariado.

    3. Nas conservatórias a que se refere o número anterior, em caso de falta, ausência ou impedimento do conservador que dirige a conservatória, este é substituído pelo conservador designado nos termos ali mencionados.

    4. Compete ao conservador ou notário que dirija o serviço:

    a) Orientar superiormente o serviço, adoptando as providências necessárias para a uniformização e boa execução das tarefas, depois de ouvidos, quando seja o caso, os restantes conservadores;

    b) Adoptar as providências relativas à gestão do pessoal, aquisição de bens móveis e artigos de expediente;

    c) Superintender na escrituração e contabilidade das receitas e despesas do serviço, prestando as contas e fazendo os pagamentos e depósitos que a lei determine;

    d) Representar o serviço e corresponder-se em nome dele com outras entidades e organismos.

    * Revogado - Consulte também: Regulamento Administrativo n.º 22/2002

    Artigo 6.º  *

    (Substituição dos conservadores e notários)

    1. A substituição dos conservadores e notários em caso de falta ou de ausência faz-se pela seguinte ordem:

    a) Outro conservador que exerça funções na mesma conservatória, designado pelo director dos Serviços de Justiça, ouvido, sempre que possível, o conservador substituído;

    b) Estagiário ou ajudante do respectivo serviço de categoria mais elevada, designado pelo conservador ou notário.

    2. Quando a substituição por estagiário ou ajudante tenha ou se preveja venha a ter duração superior a 30 dias, o director dos Serviços de Justiça, ouvido, sempre que possível, o conservador ou notário substituído, pode designar outro conservador ou notário para assegurar a substituição.

    3. A substituição a que se referem os números anteriores confere ao substituto o direito a um montante, calculado em função do período de substituição, correspondente a:

    a) 40% do vencimento do substituto, quando este seja conservador ou notário;

    b) A diferença entre o vencimento do substituído e do substituto, nos restantes casos.

    4. A substituição dos conservadores e notários em caso de impedimento faz-se nos termos da alínea a) do n.º 1 ou, não sendo possível, nos da segunda parte do n.º 2. *

    * Alterado - Consulte também: Decreto-Lei n.º 68/99/M

    * Revogado - Consulte também: Regulamento Administrativo n.º 22/2002

    Artigo 7.º *

    (Selo branco)

    As assinaturas dos documentos emitidos pelos serviços dos registos e do notariado são autenticadas com o respectivo selo branco.

    * Revogado - Consulte também: Regulamento Administrativo n.º 22/2002

    Artigo 8.º *

    (Estatísticas)

    Os conservadores e notários remetem à Direcção dos Serviços de Justiça os elementos estatísticos que por esta lhes sejam solicitados.

    * Revogado - Consulte também: Regulamento Administrativo n.º 22/2002

    CAPÍTULO III

    Livros e arquivos

    SECÇÃO I

    Livros

    Artigo 9.º *

    (Espécies de livros)

    1. Os livros e os outros suportes documentais destinados à feitura dos actos de registo e notariais são os regulados na lei.

    2. A Conservatória dos Registos Comercial e Automóvel faz a devida distinção na arrumação dos livros.

    3. Além dos livros de actos de registo e notariais, cada serviço dispõe de um livro de inventário e de um livro de registo de emolumentos e de selo.

    4. Na Conservatória do Registo de Nascimentos e na Conservatória do Registo de Casamentos e Óbitos o registo de emolumentos e de selos é efectuado no Livro Diário.

    5. O director dos Serviços de Justiça, ouvido o Conselho dos Registos e Notariado, define o modelo dos livros e impressos em uso nos serviços e pode determinar a substituição dos livros por suportes informáticos adequados.

    * Revogado - Consulte também: Regulamento Administrativo n.º 22/2002

    Artigo 10.º *

    (Livro de inventário)

    1. Os livros, maços de documentos e processos são relacionados por ordem cronológica no livro de inventário, com indicação do número de ordem e do ano a que respeitam.

    2. Os livros são relacionados à medida que comecem a ser utilizados e os maços e processos quando concluídos.

    3. Os maços de documentos relativos a actos lavrados nos livros de notas são relacionados ao lado do lançamento dos respectivos livros.

    * Revogado - Consulte também: Regulamento Administrativo n.º 22/2002

    Artigo 11.º *

    (Legalização dos livros)

    1. Os livros das conservatórias e cartórios notariais são legalizados pelo respectivo conservador e notário mediante assinatura dos termos de abertura e de encerramento e numeração e rubrica de todas as folhas.

    2. É permitida a utilização de livros de actos formados por folhas soltas numeradas, rubricadas e anotadas com a referência do livro a que pertencem à medida que sejam escritas, lavrando-se o termo de abertura antes do primeiro acto e o termo de encerramento após o último.

    3. As menções de legalização são feitas por processos mecânicos, não sendo, todavia, permitida a substituição da rubrica por chancela nos livros formados por folhas soltas.

    * Revogado - Consulte também: Regulamento Administrativo n.º 22/2002

    Artigo 12.º *

    (Restauro de livros)

    1. Os livros em estado de deterioração que afecte a integridade dos textos são transcritos por registo micrográfico ou fotocópia ou, nas partes em que isso não seja possível, por reprodução manuscrita ou dactilográfica.

    2. As cópias são encadernadas em livro, devendo o director dos Serviços de Justiça numerar e rubricar todas as folhas e certificar na última página a exactidão da transcrição.

    3. Após a transcrição, os averbamentos, cotas e outras anotações respeitantes aos actos são lançados no livro de reprodução.

    4. O livro original é entregue no Arquivo Histórico.

    * Revogado - Consulte também: Regulamento Administrativo n.º 22/2002

    SECÇÃO II

    Arquivos

    Artigo 13.º *

    (Guarda do arquivo)

    1. A guarda e conservação do arquivo incumbem ao respectivo conservador ou notário.

    2. O inventário do arquivo deve ser conferido pelo conservador ou notário que assuma a direcção do serviço.

    3. A conferência é feita na presença do funcionário que cesse funções ou do seu substituto, lavrando-se auto do qual é remetida cópia, no prazo de 30 dias, à Direcção dos Serviços de Justiça.

    4. O substituto que assuma a direcção do serviço, em caso de vacatura do lugar ou de ausência prolongada do seu titular, pode conferir o inventário.

    5. Podem ser organizados arquivos de segurança em locais adequados para depósito de duplicações dos actos de registo e notariais, extraídas por reprodução micrográfica, fotocópia ou suportes informáticos.

    * Revogado - Consulte também: Regulamento Administrativo n.º 22/2002

    Artigo 14.º *

    (Conteúdo do arquivo)

    1. O arquivo dos serviços é constituído pelos livros e outros suportes documentais dos actos de registo e notariais, bem como pelos documentos depositados para os instruir ou integrar nos termos da lei.

    2. Integram ainda o arquivo os processos organizados pelos serviços e os documentos de expediente administrativo e de contabilidade.

    3. A correspondência recebida e as cópias dos ofícios expedidos são arquivadas por ordem cronológica em maços anuais distintos.

    4. É aplicável ao arquivo da Conservatória dos Registos Comercial e Automóvel, com as devidas adaptações, o disposto no n.º 2 do artigo 9.º

    * Revogado - Consulte também: Regulamento Administrativo n.º 22/2002

    Artigo 15.º *

    (Saída de livros e documentos)

    1. Os livros e documentos apenas podem sair dos serviços mediante autorização do conservador ou notário, dada por escrito e fundamentada, excepto quando:

    a) Se trate de lavrar actos fora dos serviços;

    b) Por motivo de força maior, haja necessidade de extrair fotocópias no exterior;

    c) Se torne essencial a sua remoção urgente.

    2. Sem prejudicar o seu funcionamento normal, podem ser requisitados livros e documentos das conservatórias e cartórios notariais para efeitos de inspecção.

    * Revogado - Consulte também: Regulamento Administrativo n.º 22/2002

    Artigo 16.º *

    (Microfilmagem e inutilização)

    1. Os livros e os documentos podem ser substituídos por microfilmes ou inutilizados em condições regulamentadas em portaria, ouvido o Conselho dos Registos e Notariado.

    2. As fotocópias e as ampliações, devidamente autenticadas, obtidas a partir do microfilme, têm a força probatória dos originais.

    3. A portaria referida no n.º 1 fixa os prazos de conservação das diferentes espécies de livros e documentos, o destino final dos livros e documentos microfilmados, as condições em que é possível a sua inutilização e o procedimento para lavrar averbamentos aos actos microfilmados.

    * Revogado - Consulte também: Regulamento Administrativo n.º 22/2002

    CAPÍTULO IV

    Pessoal

    SECÇÃO I

    Grupos e quadros de pessoal

    Artigo 17.º

    (Grupos de pessoal)

    1. Em cada conservatória e cartório notarial exercem funções conservadores e notários e oficiais dos registos e notariado.

    2. A carreira de oficial dos registos e notariado desenvolve-se pelas categorias de escriturário, segundo-ajudante, primeiro-ajudante e ajudante principal.*

    * Alterado - Consulte também: Lei n.º 14/2009

    Artigo 18.º *

    (Quadros de pessoal)

    Os quadros de pessoal das conservatórias e cartórios notariais são os constantes do mapa III anexo ao presente diploma.

    * Revogado - Consulte também: Regulamento Administrativo n.º 22/2002

    SECÇÃO II

    Competências dos funcionários

    Artigo 19.º

    (Competência do conservador e notário)

    As competências do conservador e notário são as reguladas na lei.

    Artigo 20.º

    (Competência dos ajudantes)

    Sem prejuízo do disposto na alínea b) do n.º 1 do artigo 6.º, os ajudantes podem exercer as competências do conservador e notário, com excepção das seguintes:

    a) Celebração de casamentos e assinatura de assentos de registo civil;

    b) Assinatura de quaisquer actos de registo predial, comercial e automóvel;

    c) Celebração de testamentos públicos ou instrumentos de aprovação, depósito e abertura de testamentos cerrados, bem como celebração de escrituras.

    Artigo 21.º

    (Competência do escriturário)

    Compete ao escriturário apoiar a execução do serviço nos termos determinados pelo conservador ou notário ou por quem os substitua.

    SECÇÃO III

    Provimento, mobilidade e progressão

    SUBSECÇÃO I

    Disposições gerais

    Artigo 22.º

    (Competência)

    O provimento, a mobilidade e a progressão dos conservadores, notários e oficiais dos registos e notariado são assegurados pela Direcção dos Serviços de Justiça.

    Artigo 23.º

    (Publicidade do processo de recrutamento)

    1. Apenas estão sujeitos a publicação obrigatória o aviso de abertura do concurso e as listas definitiva, classificativa e de ordenação final dos candidatos.

    2. Todos os restantes actos cuja publicidade seja obrigatória são directamente comunicados pela Direcção dos Serviços de Justiça aos candidatos.

    Artigo 24.º

    (Cursos de formação e estágios)

    1. Os cursos de formação previstos no presente diploma são organizados para cada categoria e destinam-se a preencher os lugares vagos existentes à data da abertura do concurso e os que venham a vagar no prazo de dois anos contado desde a data de publicação da lista classificativa.

    2. Os estágios para ingresso nas carreiras de conservador e notário e de oficial dos registos e notariado, os cursos de formação para acesso na carreira de oficial dos registos e notariado, bem como o regime de remunerações dos docentes e dos orientadores de estágio, são regulamentados por despacho do Governador.

    Artigo 25.º

    (Contratos além do quadro e de assalariamento)

    Não é permitido o exercício das funções de qualquer categoria das carreiras de conservador e notário e de oficial dos registos e notariado nos regimes de contrato além do quadro e de assalariamento, excepto no que respeita ao pessoal recrutado no exterior e à situação prevista nos n.os 2 e 3 do artigo 27.º

    Artigo 26.º

    (Destacamento e interinidade de pessoal)

    1. Sempre que as necessidades de serviço o justifiquem, os conservadores, notários e oficiais dos registos e notariado podem ser destacados para exercer temporariamente funções em outros serviços públicos do Território.

    2. Os lugares de conservador e notário podem ser interinamente providos, por indivíduos cujo aproveitamento no estágio de ingresso na carreira de conservador e notário se encontre válido.

    SUBSECÇÃO II

    Conservadores e notários

    Artigo 27.º

    (Ingresso)

    1. O ingresso na carreira de conservador e notário faz-se de entre indivíduos que reúnam os requisitos gerais para o exercício de funções públicas e que, cumulativamente:

    a) Possuam licenciatura em Direito legalmente reconhecida no Território;

    b) Tenham obtido aproveitamento em processo de selecção e estágio adequado.

    2. Em caso de reconhecido e fundamentado interesse público podem ser contratados além do quadro para o exercício das funções de conservador ou notário indivíduos que reúnam os requisitos previstos no número anterior, com excepção do mencionado na alínea b).

    3. O contrato referido no número anterior tem a duração máxima de dois anos, improrrogável.

    Artigo 28.º

    (Selecção para o estágio)

    1. O método de selecção do concurso de prestação de provas para estágio de ingresso na carreira é o de provas de conhecimentos e destina-se a avaliar o domínio, por parte dos candidatos, do ordenamento jurídico de Macau e das línguas portuguesa e chinesa.

    2. A aprovação no concurso é válida pelo prazo de 18 meses contado desde a data de publicação da lista classificativa.

    Artigo 29.º

    (Estágio)

    1. O aviso de abertura do concurso fixa o número de estagiários a admitir.

    2. O estágio tem a duração de 18 meses e abrange componentes de formação teórica e prática.

    3. O estágio decorre, rotativamente, num cartório notarial e em cada uma das conservatórias, sob a orientação de conservadores e notários designados pelo director dos Serviços de Justiça.

    4. Quando o estagiário manifeste desinteresse evidente ou conduta incompatível com a dignidade das funções, o estágio é dado por findo pelo Governador, sob proposta fundamentada dos conservadores e notários orientadores e parecer do director dos Serviços de Justiça, ouvido o estagiário.

    Artigo 30.º

    (Conclusão e avaliação do estágio)

    1. Findo o estágio, o director dos Serviços de Justiça, ouvidos os conservadores e notários orientadores, decide sobre o aproveitamento ou não aproveitamento dos estagiários ou sobre a necessidade de prorrogação do estágio por um único período adicional de 6 meses e, no primeiro caso, elabora a respectiva lista de ordenação final.

    2. No prazo de 5 dias contado desde a data de publicação da lista de ordenação final, os candidatos aprovados indicam por ordem de preferência as conservatórias e cartórios notariais para onde pretendem ser nomeados.

    3. Sempre que as exigências do serviço o permitam, os candidatos são nomeados para os lugares dos quadros de pessoal das conservatórias e cartórios notariais de acordo com a preferência manifestada.

    4. O aproveitamento no estágio é válido pelo prazo de dois anos contado desde a data de publicação da lista de ordenação final.

    5. É aplicável aos estagiários cujo estágio tenha sido prorrogado por um período adicional de 6 meses, com as necessárias adaptações, o disposto nos números anteriores e no artigo seguinte.

    Artigo 31.º

    (Regime de estágio)

    1. A frequência do estágio faz-se em regime de comissão de serviço.

    2. A comissão de serviço considera-se automaticamente prorrogada:

    a) Até à publicação da lista de ordenação final; ou

    b) Para os que tenham sido graduados até ao número de lugares vagos a preencher, até à data da respectiva tomada de posse ou até 60 dias após a publicação da lista a que se refere a alínea anterior quando a posse não tenha ocorrido dentro deste prazo.

    SUBSECÇÃO III

    Oficiais dos registos e notariado

    Artigo 32.º

    (Ingresso)

    O ingresso na carreira de oficial dos registos e notariado faz-se, mediante prestação de provas, de entre indivíduos que reúnam os requisitos gerais para o exercício de funções públicas e que, cumulativamente:

    a) Possuam como habilitação mínima o 11.º ano de escolaridade ou equivalente;

    b) Tenham obtido aproveitamento em processo de selecção e estágio adequado.

    Artigo 33.º

    (Acesso)

    1. O acesso a grau superior depende de aproveitamento em curso de formação a que podem candidatar-se os oficiais dos registos e notariado do grau imediatamente inferior, do decurso de tempo de serviço e da avaliação do desempenho seguintes:*

    a) 9 anos, com menção não inferior a «Satisfaz» na avaliação do desempenho, ou 8 anos com menção não inferior a «Satisfaz Muito», para o último grau da carreira;*

    b) 3 anos, com menção não inferior a «Satisfaz» na avaliação do desempenho, ou 2 anos com menção não inferior a «Satisfaz Muito», para os restantes graus da carreira.*

    * Alterado - Consulte também: Lei n.º 14/2009

    2. Os candidatos são graduados segundo a ordem de classificação no curso, preferindo sucessivamente, e em caso de igualdade, os que detenham:

    a) Melhor classificação de serviço;

    b) Maiores habilitações académicas;

    c) Maior antiguidade na categoria;

    d) Maior antiguidade na carreira;

    e) Maior antiguidade na função pública;

    f) Melhores conhecimentos das línguas portuguesa e chinesa.

    3. Sempre que as exigências do serviço o permitam, os candidatos são nomeados para os lugares dos quadros de pessoal das conservatórias e cartórios notariais de acordo com a preferência manifestada.

    Artigo 34.º

    (Selecção para o estágio)

    1. O método de selecção do concurso de prestação de provas para estágio de ingresso na carreira é o de provas de conhecimentos e destina-se a avaliar os conhecimentos gerais dos candidatos, abrangendo provas de cultura geral, de matemática, de processamento de texto e de domínio das línguas portuguesa e chinesa.

    2. A aprovação no concurso é válida pelo prazo de três anos contado desde a data de publicação da lista classificativa.

    Artigo 35.º

    (Colocação dos estagiários)

    1. O aviso de abertura do concurso fixa o número de estagiários a admitir em cada conservatória e cartório notarial.

    2. No prazo de 5 dias contado desde a data de publicação da lista classificativa, os candidatos aprovados indicam por ordem de preferência as conservatórias e cartórios notariais onde pretendem efectuar o estágio.

    3. Os candidatos são colocados por despacho do director dos Serviços de Justiça de acordo com a graduação na lista classificativa e respeitando-se, sempre que as exigências do serviço o permitam, a preferência manifestada.

    Artigo 36.º

    (Estágio)

    1. O estágio tem a duração de 6 meses e decorre nas conservatórias e cartórios notariais sob a orientação de primeiros-ajudantes ou ajudantes principais designados pelo director dos Serviços de Assuntos de Justiça, sob proposta dos respectivos conservadores e notários.*

    * Alterado - Consulte também: Lei n.º 14/2009

    2. Quando o estagiário manifeste desinteresse evidente ou conduta incompatível com a dignidade das funções, o estágio é dado por findo pelo Governador, sob proposta fundamentada dos funcionários orientadores e parecer dos respectivos conservadores e notários e do director dos Serviços de Justiça, ouvido o estagiário.

    Artigo 37.º

    (Conclusão e avaliação do estágio)

    1. Findo o estágio, os funcionários orientadores elaboram parecer sobre o aproveitamento dos estagiários, o qual é sujeito a apreciação dos respectivos conservadores e notários e a homologação do director dos Serviços de Justiça.

    2. Os estagiários que tenham obtido aproveitamento no estágio são submetidos a uma prova final cuja elaboração e correcção compete a uma comissão presidida por um conservador ou notário.

    3. Os candidatos são graduados segundo a ordem de classificação na prova, preferindo sucessivamente, e em caso de igualdade, os que detenham:

    a) Maiores habilitações académicas;

    b) Melhores conhecimentos das línguas portuguesa e chinesa.

    4. Sempre que as exigências do serviço o permitam, os candidatos são nomeados para os lugares dos quadros de pessoal das conservatórias e cartórios notariais de acordo com a preferência manifestada.

    5. A aprovação na prova final do estágio é válida pelo prazo de dois anos contado desde a data de publicação da lista classificativa.

    Artigo 38.º

    (Regime de estágio)

    1. A frequência do estágio faz-se num dos seguintes regimes:

    a) Assalariamento, não se tratando de indivíduos funcionários ou agentes, sendo remunerados pelo índice 240;

    b) Contrato além do quadro, tratando-se de agentes, sendo remunerados pelo índice 240;

    c) Comissão de serviço, tratando-se de funcionários, mantendo-se o vencimento de origem quando este seja superior ao previsto nas alíneas anteriores, sendo os encargos suportados pelo serviço responsável pelo estágio.

    2. O regime do estágio considera-se automaticamente prorrogado:

    a) Até à publicitação da homologação do parecer sobre o aproveitamento dos estagiários; ou

    b) Para os que tenham obtido aproveitamento no estágio, até à publicação da lista classificativa da prova final; ou ainda

    c) Para os que tenham sido graduados até ao número de lugares vagos a preencher, até à data da respectiva tomada de posse ou até 60 dias após a publicação da lista a que se refere a alínea anterior quando a posse não tenha ocorrido dentro deste prazo.

    SUBSECÇÃO IV

    Progressão

    Artigo 39.º*

    (Progressão)

    1. A mudança de escalão nas categorias de conservador e notário opera-se decorridos 3 anos de serviço no escalão imediatamente anterior com classificação de serviço não inferior a «Bom».

    2. Na carreira de oficial dos registos e notariado, o tempo de permanência num escalão para progressão ao imediato, com menção não inferior a «Satisfaz» na avaliação do desempenho, é o seguinte:

    a) 5 anos, para os escalões do último grau;

    b) 2 anos, para os escalões dos restantes graus.

    3. O tempo de serviço fixado na alínea a) do número anterior é reduzido de 1 ano, se o trabalhador tiver obtido menção não inferior a «Satisfaz Muito» na avaliação do desempenho.

    * Alterado - Consulte também: Lei n.º 14/2009

    SECÇÃO IV

    Posse e garantias de imparcialidade

    Artigo 40.º

    (Posse)

    1. A posse é conferida:

    a) Aos conservadores e notários, pelo director dos Serviços de Justiça;

    b) Aos oficiais dos registos e notariado, pelo respectivo conservador ou notário.

    2. No caso previsto na alínea b) do número anterior, é enviado duplicado do termo de posse, no prazo de 5 dias, à Direcção dos Serviços de Justiça.

    Artigo 41.º

    (Incompatibilidades)

    1. Aos conservadores e notários é vedado exercer qualquer outra função remunerada, pública ou privada, salvo as docentes, de formação ou de investigação científica de natureza jurídica, as de tratamento e análise legislativa, jurisprudencial ou doutrinária e o exercício de advocacia em causa própria, do cônjuge ou de filho menor.

    2. Aos oficiais dos registos e notariado é vedado o exercício das profissões de advogado, solicitador, comerciante ou industrial e a gestão ou administração de empresas.

    3. O disposto nos números anteriores é aplicável aos estagiários.

    Artigo 42.º * 

    (Impedimentos)

    1. Aos conservadores e notários e aos oficiais dos registos e notariado aplicam-se as normas sobre impedimentos constantes da lei e, supletivamente, as disposições sobre a matéria constantes do Código do Procedimento Administrativo.

    2. Com excepção do disposto na lei, o impedimento dos conservadores e notários é extensivo aos estagiários e aos ajudantes do respectivo serviço.

    * Alterado - Consulte também: Decreto-Lei n.º 68/99/M

    SECÇÃO V

    Prestação do serviço

    SUBSECÇÃO I

    Controlo de assiduidade e férias

    Artigo 43.º

    (Controlo de assiduidade)

    Os conservadores e notários remetem mensalmente à Direcção dos Serviços de Justiça uma relação das férias, faltas e licenças do pessoal das respectivas conservatórias e cartórios notariais.

    Artigo 44.º

    (Direito a férias)

    1. Compete ao director dos Serviços de Justiça autorizar o gozo de férias dos conservadores e notários.

    2. Compete aos conservadores e notários autorizar o gozo de férias do pessoal do respectivo serviço.

    SUBSECÇÃO II

    Classificação de serviço, inspecção e disciplina

    Artigo 45.º

    (Classificação dos conservadores e notários)

    1. Os conservadores e notários são classificados, pelo director dos Serviços de Justiça, de dois em dois anos.

    2. A classificação efectua-se com base nos relatórios das inspecções.

    3. Em função do mérito revelado, são atribuídas as classificações de «Muito Bom», «Bom com distinção», «Bom», «Suficiente» e «Medíocre».

    4. A classificação de «Medíocre» importa a imediata suspensão do exercício de funções e a instauração de procedimento disciplinar por incompetência profissional.

    5. Da classificação cabe reclamação e recurso hierárquico nos termos do Código do Procedimento Administrativo.

    6. Não sendo o conservador ou notário classificado por motivo que não lhe possa ser imputado, mantém-se válida a última classificação.

    Artigo 46.º

    (Inspecção e disciplina)

    1. As inspecções sobre a actuação técnica e administrativa dos serviços e para efeitos de classificação são realizadas nos termos regulamentados em portaria.

    2. O processo de inspecção pode constituir, mediante decisão do director dos Serviços de Justiça, a fase de instrução do processo disciplinar, deduzindo o instrutor a acusação e seguindo-se os demais trâmites do processo disciplinar comum.

    SUBSECÇÃO III

    Remunerações

    Artigo 47.º

    (Vencimento)

    O vencimento dos conservadores, notários e oficiais dos registos e notariado é o fixado, para a respectiva categoria e escalão, na tabela indiciária que constitui o mapa IV anexo ao presente diploma.

    Artigo 48.º

    (Acréscimo de remuneração)

    1. Os oficiais dos registos e notariado têm direito a um acréscimo mensal de remuneração pela prestação de trabalho fora do horário normal de funcionamento das conservatórias e cartórios notariais.

    2. O acréscimo de remuneração a que se refere o número anterior é fixado, por despacho do Governador, escalonadamente em função do número de horas de trabalho prestado mensalmente, não podendo exceder 35% do vencimento do funcionário.

    3. A prestação de trabalho fora do horário normal de funcionamento está sujeita a autorização prévia do conservador ou notário.

    4. O acréscimo de remuneração é processado mediante declaração do funcionário, em impresso próprio, indicando o número de horas efectivamente gasto e a natureza do trabalho prestado.

    5. A declaração é confirmada pelo respectivo conservador ou notário.

    6. O pessoal da carreira de conservador e notário que exerce efectivamente funções de gestão administrativa da respectiva conservatória ou cartório notarial tem direito a uma remuneração acessória mensal correspondente a 80% do índice 100 da tabela indiciária.*

    7. O substituto tem direito à remuneração acessória mensal de montante idêntico ao do substituído, sendo os encargos suportados pela verba «Duplicação de vencimentos».*

    8. O acréscimo mensal de remuneração e a remuneração acessória mensal referidos no presente artigo não contam para efeitos de regime de aposentação e sobrevivência, nem de regime de previdência.*

    * Alterado - Consulte também: Lei n.º 14/2009

    SUBSECÇÃO IV

    Responsabilidade

    Artigo 49.º

    (Responsabilidade)

    1. Os actos de registo e notariais e os documentos expedidos pelos serviços são da responsabilidade do funcionário que os assine, sem prejuízo da responsabilidade que no caso caiba por dolo ou má fé do funcionário que os tenha lavrado.

    2. Os oficiais dos registos e notariado respondem pessoalmente pelos actos que ilicitamente pratiquem ou omitam no exercício das suas funções, sem prejuízo da responsabilidade solidária dos conservadores e notários pela falta de vigilância ou de direcção que tenha sido causa das acções ou omissões verificadas.

    CAPÍTULO V

    Receitas e despesas dos serviços

    Artigo 50.º *

    (Receitas)

    1. Pelo serviço prestado pelas conservatórias e cartórios notariais são devidos emolumentos nos termos das respectivas tabelas.

    2. Aos serviços dos registos e do notariado incumbe ainda a cobrança de taxas e impostos que lhes seja cometida por lei.

    * Revogado - Consulte também: Regulamento Administrativo n.º 22/2002

    Artigo 51.º *

    (Elaboração e registo da conta)

    1. A conta é registada imediatamente após a sua elaboração no livro de registo de emolumentos e de selo, atribuindo-se-lhe um número de ordem.

    2. Em caso de erro de conta ou de omissão do seu registo, e sem prejuízo do procedimento disciplinar a que haja lugar, procede-se ao lançamento da respectiva correcção, fazendo-se as correspondentes remissões.

    3. Aos interessados é entregue duplicado da conta dos actos, que tem o valor de recibo e contém a especificação dos emolumentos, impostos e outros encargos, a indicação do seu total e a menção do número de registo.

    * Revogado - Consulte também: Regulamento Administrativo n.º 22/2002

    Artigo 52.º *

    (Cobrança da conta)

    1. A conta que não seja voluntariamente paga é exigível pela forma prevista para a execução por custas nos tribunais.

    2. Antes de promover a execução, o conservador ou notário notifica o responsável, por carta registada com aviso de recepção, para o pagamento voluntário no prazo de 8 dias.

    3. A execução é instaurada pelo Ministério Público com base em certidão passada pelo conservador ou notário, da qual constem a transcrição da conta, a natureza e a data do acto e a identificação dos responsáveis.

    4. A cópia da carta e o aviso de recepção a que se refere o n.º 2 acompanham a certidão.

    * Revogado - Consulte também: Regulamento Administrativo n.º 22/2002

    Artigo 53.º *

    (Operações de contabilidade e tesouraria)

    1. Os conservadores e notários podem encarregar um ajudante das tarefas de contabilidade e tesouraria, o qual, com base nos documentos de receita e de despesa, elabora um balancete diário de entrada e saída de valores.

    2. Os saldos apurados são depositados em estabelecimento bancário, pelo menos uma vez por semana, em nome do respectivo serviço.

    3. Os juros vencidos pelo depósito têm o destino da receita emolumentar e são entregues com as contas que se prestem imediatamente a seguir à sua liquidação.

    4. Compete ao director dos Serviços de Justiça emitir as instruções necessárias sobre a contabilidade dos serviços.

    * Revogado - Consulte também: Regulamento Administrativo n.º 22/2002

    Artigo 54.º *

    (Apuramento e entrega das receitas)

    1. Os serviços fazem mensalmente o apuramento dos emolumentos arrecadados, encerrando a respectiva conta no último dia de cada mês.

    2. A importância que resulte após as deduções previstas na lei constitui receita do Território e é entregue nos respectivos cofres até ao dia 10 do mês seguinte ao da arrecadação.

    * Revogado - Consulte também: Regulamento Administrativo n.º 22/2002

    CAPÍTULO VI

    Disposições finais e transitórias

    SECÇÃO I

    Adjuntos de conservador e notário público

    Artigo 55.º

    (Regime aplicável)

    1. Aos adjuntos de conservador e notário público em funções à data da entrada em vigor do presente diploma é aplicável o regime previsto no Decreto-Lei n.º 49/95/M, de 18 de Setembro.

    2. Enquanto permaneçam em funções, os adjuntos podem ser designados, nos termos da alínea b) do n.º 1 do artigo 6.º, para substituir os conservadores e notários.

    3. Os adjuntos são nomeados para lugares de conservador ou notário, sob proposta do director dos Serviços de Justiça, ponderados os elementos a que se refere o n.º 2 do artigo 8.º do Decreto-Lei n.º 49/95/M, de 18 de Setembro.

    SECÇÃO II

    Transição de pessoal

    Artigo 56.º

    (Intérpretes-tradutores)

    1. São extintos os lugares de intérprete-tradutor criados pelo Decreto-Lei n.º 19/95/M, de 24 de Abril, nos quadros de pessoal das conservatórias e cartórios notariais.

    2. São aditados 8 lugares de intérprete-tradutor ao quadro de pessoal da Direcção dos Serviços de Justiça aprovado pela Portaria n.º 297/96/M, de 9 de Dezembro.

    3. Os intérpretes-tradutores providos nos lugares a que se refere o n.º 1 são transferidos para os mencionados no n.º 2.

    4. A transferência opera-se, por lista nominativa aprovada por despacho do Governador e publicada no Boletim Oficial, na carreira, categoria e escalão que o pessoal detém nos lugares de origem e é independente de quaisquer outras formalidades.

    Artigo 57.º

    (Restante pessoal)

    1. Os terceiros-ajudantes transitam para a categoria de segundo-ajudante, sendo posicionados no 1.º escalão.

    2. O restante pessoal mantém a forma de provimento, a categoria e o escalão que detém à data da entrada em vigor do presente diploma, mantendo-se para todos os efeitos a contagem da antiguidade na respectiva categoria e escalão.

    3. No caso previsto no n.º 1, a contagem da antiguidade na nova categoria inicia-se na data da entrada em vigor do presente diploma.

    4. A transição opera-se por lista nominativa publicada no Boletim Oficial, com efeitos remuneratórios reportados à data da entrada em vigor do presente diploma.

    SECÇÃO III

    Regime transitório de recrutamento

    Artigo 58.º

    (Oficiais dos registos e notariado)

    1. Os lugares de segundo-ajudante que não possam ser preenchidos nos termos do n.º 1 do artigo 33.º podem sê-lo, mediante aproveitamento em curso de formação para a categoria, de entre escriturários com, pelo menos, um ano de serviço nesse grau.

    2. Os lugares de primeiro-ajudante que não possam ser preenchidos nos termos do n.º 1 do artigo 33.º podem sê-lo, mediante aproveitamento em curso de formação para a categoria, de entre:

    a) Segundos-ajudantes com, pelo menos, um ano de serviço nesse grau;

    b) Licenciados em Direito, cuja licenciatura se encontre legalmente reconhecida no Território e que comprovem dominar suficientemente o ordenamento jurídico de Macau e as línguas portuguesa e chinesa.

    3. O domínio suficiente do ordenamento jurídico de Macau e das línguas portuguesa e chinesa é comprovado mediante provas de conhecimentos.

    4. Na admissão ao curso de formação para a categoria de primeiro-ajudante preferem os funcionários integrados na carreira de oficial dos registos e notariado.

    Artigo 59.º

    (Prazo de validade)

    O regime transitório de recrutamento previsto no artigo anterior vigora durante dois anos contados desde a data da entrada em vigor do presente diploma.

    Artigo 60.º

    (Cursos de formação)

    É correspondentemente aplicável aos cursos de formação previstos nos artigos anteriores o disposto nos artigos 23.º e 24.º

    SECÇÃO IV

    Disposições finais

    Artigo 61.º

    (Direito subsidiário)

    Em tudo o que não esteja especialmente regulado no presente diploma são aplicáveis as disposições de carácter geral que regem o funcionamento dos serviços públicos do Território e o funcionalismo público.

    Artigo 62.º

    (Encargos)

    Os encargos decorrentes da execução do presente diploma no corrente ano e no de 1998 são suportados por conta das rubricas de despesa do Orçamento Geral do Território relativas à Direcção dos Serviços de Justiça e por quaisquer outras dotações que a Direcção dos Serviços de Finanças mobilize para o efeito.

    Artigo 63.º

    (Revogações e cessação da vigência)

    1. São expressamente revogados:

    a) O Decreto-Lei n.º 105/84/M, de 8 de Setembro, com excepção do n.º 2 do artigo 62.º e dos artigos 63.º a 66.º, que se mantêm em vigor até à regulamentação global em lei da matéria da impugnação das decisões dos conservadores e notários;

    b) O Decreto-Lei n.º 18/93/M, de 3 de Maio;

    c) O Despacho n.º 2/SAJ/92, publicado em 20 de Abril.

    2. São consequentemente revogadas todas as disposições legais que tenham introduzido alterações às normas revogadas pelo número anterior, nomeadamente:

    a) O Decreto-Lei n.º 16/87/M, de 16 de Março;

    b) O artigo 93.º do Decreto-Lei n.º 86/89/M, de 21 de Dezembro;

    c) O artigo 3.º da Lei n.º 1/92/M, de 27 de Janeiro;

    d) Os artigos 9.º e 11.º do Decreto-Lei n.º 49/95/M, de 18 de Setembro;

    e) A Portaria n.º 25/88/M, de 1 de Fevereiro;

    f) A Portaria n.º 68/90/M, de 26 de Fevereiro;

    g) A Portaria n.º 21/92/M, de 29 de Janeiro;

    h) A Portaria n.º 60/92/M, de 16 de Março;

    i) A Portaria n.º 308/93/M, de 22 de Novembro.

    3. O Decreto-Lei n.º 49/95/M, de 18 de Setembro, deixa de vigorar com a nomeação como conservador ou notário ou com a cessação da comissão de serviço do último adjunto a que se refere o artigo 55.º

    Artigo 64.º

    (Entrada em vigor)

    O presente diploma entra em vigor no primeiro dia do mês seguinte ao da sua publicação.

    Aprovado em 27 de Novembro de 1997.

    Publique-se.

    O Governador, Vasco Rocha Vieira.


    MAPA I *

    (Referido no n.º 2 do artigo 2.º)

    Conservatória do Registo Predial

    Secções Competência territorial
    1.ª SECÇÃO Freguesias de Santo António e Sé
    2.ª SECÇÃO Freguesias de Nossa Senhora de Fátima e São Lázaro
    3.ª SECÇÃO Freguesia de S. Lourenço, Taipa e Coloane

    * Revogado - Consulte também: Regulamento Administrativo n.º 22/2002


    MAPA II *

    (Referido no n.º 2 do artigo 3.º)

    Conservatórias do Registo Civil

    Competências

    Conservatória do Registo de Nascimentos

    a) Registo dos nascimentos;
    b) Registo das perfilhações e declarações de maternidade;
    c) Organização de processos de autorização para a inscrição do nascimento;
    d) Organização de processos para afastamento da presunção da paternidade;
    e) Organização de processos de alteração do nome;
    f) Transcrição dos nascimentos admitidos a registo, nos termos dos artigos 5° e 6° do Código do Registo Civil;
    g) Arquivo de todos os livros de assentos de nascimento, perfilhação e declaração de maternidade e dos volumes
    h) Arquivo dos respectivos maços de documentos;
    i) Actualização do texto dos assentos das referidas espécies, mediante a feitura de averbamentos com base em actos de registo civil ou em outros documentos;
    j) Rectificação das inexactidões de que enfermem aquelas espécies de registos e organização dos processos de justificação necessários;
    l) Emissão de certidões daquelas espécies de assentos e dos correspondentes suportes documentais arquivados;
    m) Organização de ficheiros onomásticos dos nascimentos;
    n) Serviço intermediário para transcrição, na Conservatória dos Registos Centrais, de assentos de nascimento lavrados em Macau; (1)
    o) Serviço intermediário para inscrição, na Conservatória dos Registos Centrais, de nascimentos ocorridos nos antigos territórios ultramarinos sob administração portuguesa. (1)

     

    Conservatória do Registo de
    Casamentos e Óbitos

    a) Registo dos casamentos e organização dos respectivo processos de publicações;
    b) Celebração de casamentos civis;
    c) Registo de convenções antenupciais e de alteração de regime de bens convencionado ou legalmente fixado;
    d) Organização de processos de impedimentos de casamento;
    e) Organização de processos de dispensa de impedimentos matrimoniais;
    f) Organização de processos de suprimento de autorização para casamento de menores;
    g) Organização de processos de sanação da anulabilidade do casamento por falta de testemunhas;
    h) Registo dos óbitos;
    i) Registo de fetos;
    j) Transcrição dos casamentos e óbitos admitidos registo, nos termos dos artigos 5° e 6° do Código d Registo Civil;
    l) Arquivo de todos os livros de assentos de casamento, de convenção antenupcial e de óbito e dos volumes de reproduções dos assentos paroquiais de casamento e de óbito;
    m) Arquivo dos respectivos maços de documentos;
    n) Actualização do texto dos assentos das referidas espécies;
    o) Rectificação das inexactidões de que enfermem aquela espécies de registos e organização dos processos de justificação necessários;
    p) Emissão de certidões daquelas espécies de assentos e dos correspondentes suportes documentais arquivados;
    q) Organização de ficheiros onomásticos dos casamentos e óbitos;
    r) Serviço intermediário para transcrição, na Conservatória dos Registos Centrais, de assentos de casamento e óbito lavrados em Macau (1);
    s) Serviço intermediário para registo, na Conservatória dos Registos Centrais, de declarações de que dependem a atribuição, aquisição ou perda da nacionalidade portuguesa. (1)

    (1) Competência e caduca com o início de funcionamento do Consulado-Geral de Portugal em Macau.

    * Alterado - Consulte também: Decreto-Lei n.º 68/99/M

    * Revogado - Consulte também: Regulamento Administrativo n.º 22/2002


    MAPA III *

    (Referido no n.º 1 do artigo 18.º)

    Conservatória do Registo de Nascimentos

    Grupo de Pessoal

    Nível

    Categorias

    Número de lugares

    Conservador do Notário

    Conservador

    1

    Adjunto (a)

    Adjunto (a)

    1(a)

    Oficial dos registos e notariado

    Primeiro-ajudante

    4

    Segundo-ajudante

    11(b)

    Escriturário

    7

    a) A extinguir quando vagar

    b) 1 lugar a extinguir quando vagar

    * Revogado - Consulte também: Regulamento Administrativo n.º 22/2002

    Conservatória dos Registos de Casamentos e Óbitos *

    Grupo de Pessoal

    Nível

    Categorias

    Número de lugares

    Conservador do Notário

    Conservador

    1

    Adjunto (a)

    Adjunto (a)

    1(a)

    Oficial dos registos e notariado

    Primeiro-ajudante

    4

    Segundo-ajudante

    11

    Escriturário

    5

    a) A extinguir quando vagar

    * Revogado - Consulte também: Regulamento Administrativo n.º 22/2002

    Conservatória do Registo Predial *

    Grupo de Pessoal

    Nível

    Categorias

    Número de lugares

    Conservador do Notário

    Conservador

    3

    Adjunto (a)

    Adjunto (a)

    3(a)

    Oficial dos registos e notariado

    Primeiro-ajudante

    6

    Segundo-ajudante

    9

    Escriturário

    9

    a) A extinguir quando vagar

    * Revogado - Consulte também: Regulamento Administrativo n.º 22/2002

    Conservatória do Registo Comercial e Automóvel *

    Grupo de Pessoal

    Nível

    Categorias

    Número de lugares

    Conservador do Notário

    Conservador

    1

    Adjunto (a)

    Adjunto (a)

    1(a)

    Oficial dos registos e notariado

    Primeiro-ajudante

    3

    Segundo-ajudante

    6

    Escriturário

    7

    a) A extinguir quando vagar

    * Revogado - Consulte também: Regulamento Administrativo n.º 22/2002

    Primeiro Cartório Notarial *

    Grupo de Pessoal

    Nível

    Categorias

    Número de lugares

    Conservador do Notário

    Notário

    1

    Adjunto (a)

    Adjunto (a)

    1(a)

    Oficial dos registos e notariado

    Primeiro-ajudante

    2

    Segundo-ajudante

    7(b)

    Escriturário

    8

    a) A extinguir quando vagar

    b) 1 lugar a extinguir quando vagar

    * Revogado - Consulte também: Regulamento Administrativo n.º 22/2002

    Segundo Cartório Notarial *

    Grupo de Pessoal

    Nível

    Categorias

    Número de lugares

    Conservador do Notário

    Notário

    1

    Adjunto (a)

    Adjunto (a)

    1(a)

    Oficial dos registos e notariado

    Primeiro-ajudante

    2

    Segundo-ajudante

    6

    Escriturário

    3

    a) A extinguir quando vagar

    * Revogado - Consulte também: Regulamento Administrativo n.º 22/2002

    Cartório Notarial das Ilhas *

    Grupo de Pessoal

    Nível

    Categorias

    Número de lugares

    Conservador do Notário

    Notário

    1

    Adjunto (a)

    Adjunto (a)

    1(a)

    Oficial dos registos e notariado

    Primeiro-ajudante

    2

    Segundo-ajudante

    6

    Escriturário

    5

    a) A extinguir quando vagar

    * Revogado - Consulte também: Regulamento Administrativo n.º 22/2002


    MAPA IV *

    (Referido no artigo 47.º)

    Carreira de conservador e notário

    Categoria Escalão
    Conservador ou Notário 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º
    770 795 820 845 875 905 935
    Estagiário....................................................650

    Carreira de oficial dos registos e notariado

    Grau Categoria Escalão
    1.º 2.º 3.º 4.º
    4 Ajudante principal 540 560 585 610
    3 Primeiro-ajudante 455 475 500
    2 Segundo-ajudante 380 400 415
    1 Escriturário 260 285 300 330
    Estagiário....................................................240

    * Alterado - Consulte também: Lei n.º 14/2009


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    Consulte também:

    Revista da P.S.P.
    1.º Trimestre-2013 N.º 88


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